Articolo in lingua spagnola
China pré-olímpica: governo lucra com os condenados à morte…
 
giugno 2005

CHINA

À venda órgãos dos condenados à morte

Será por isso que é tão «fácil» ser condenado à morte na China?

As autoridades chinesas extraem os órgãos das pessoas que condenaram à morte e vendem-nos oficialmente… Este mercado de órgãos humanos é «alimentado» cada ano com 10.000 condenações à morte…

1. China: à venda órgãos dos condenados a morte

2. Amnistia Internacional denuncia: 10.000 execuções por ano na China

1. China: à venda órgãos dos condenados à morte

A China tornou-se a meta preferida dos cidadãos israelitas que precisam de transplantes de órgãos – afirma o diário Maariv. De facto, as autoridades chinesas vendem os órgãos de pessoas condenadas à morte, sendo o custo dos transplantes cerca de 30% mais baixo que na Bulgária, Colômbia, Rússia e África do Sul.
Estão envolvidas dezenas de traficantes, que impõem aos seus clientes a obrigação de guardar segredo. Segundo o referido jornal, os transplantes são efectuados num centro hospitalar , em Canton.
Para o presidente da Associação Israelita dos Transplantes de Rins, Amos Canaf, «a China e as Filipinas tornaram-se as metas preferidas porque os rins são extraídos de condenados à morte, cujos órgãos passam a pertencer ao Estado e porque os transplantes são efectuados com a supervisão do Governo».
Um israelita que teve de ser submetido há alguns meses a um transplante de rins na China, Abraham Sasson, declarou: «o transplante é relativamente barato, a assistência médica é boa. As autoridades chinesas extraem os órgãos das pessoas que condenaram à morte e vendem-nos oficialmente. Há dezenas de israelitas que fizeram, como eu, um transplante na China e todos estão satisfeitos. Para mim não constitui um problema o facto do rim ser de um condenado à morte».
Há já algum tempo que as organizações para os direitos humanos denunciam a ligação entre o elevado número de execuções na China e a crescente solicitação de transplantes, acusando as autoridades de constrangerem os condenados à morte a assinarem autorizações para a extracção dos seus órgãos. Caso contrário, os cadáveres dos condenados seriam cremados, de modo a não deixarem qualquer sinal da extracção dos órgãos.


www.legnostorto.com, 13 de Junho 2005


2. Amnistia Internacional denuncia: 10.000 execuções por ano na China

A Amnistia Internacional que acabou de publicar um “Briefing” [Relatório] sobre a violação dos direitos humanos na China «De Tiananmen até hoje», que saiu na véspera do 16º aniversário do massacre de 3 e 4 de Junho. Segundo a Amnistia Internacional são mais de 30.000 os empregados de Pequim encarregados, cada dia, de controlar e censurar os sites de internet com temas políticos. Esta actividade encontra apoio de algumas multinacionais estrangeiras que, para conseguir grandes negócios com o gigante chinês, colaboram com ele na actividade de espionagem informática. E é precisamente sobre esta espécie de conivência da Comunidade Internacional, que Paolo Pobbiati, Presidente da secção italiana da Amnistia Internacional, aponta o dedo: «perante uma repressão feita através de condenações a longas penas de prisão, perante um uso difundido da tortura e da pena capital, vira-se a cabeça para o outro lado». «A escolha internacional de segredar o problema dos Direitos Humanos aos ouvidos chineses demonstrou todos os seus limites» - acusa Pobbiati. E mais ainda, pois os números mostram rios de sangue: 800 mil pessoas presas só no ano passado por causa de «actividades contra a segurança do Estado», «10.000 condenações à morte executadas anualmente». Foram ab-rogados do Código Penal os «crimes contra-revolucionários», mas permanecem em vigor os «crimes contra a unidade da Mãe-Pátria» ou a «difusão dos segredos de Estado», crimes tão indefinidos e tão abrangentes de um sistema judicial, que qualquer pessoa pode acabar por ser presa nas suas malhas, como por exemplo os jornalistas ou os activistas que se ocupam da epidemia da SIDA (os dados da doença são «segredo de Estado»).
O facto de cometer um crime de opinião ou um crime de violência, não faz qualquer diferença na China: para mais de 60 crimes está prevista a pena capital, desde a fraude fiscal à detenção de droga, numa grande gama de casos, todos eles abertos à discrição do Comité dos membros do Partido Comunista Chinês, que decide antecipadamente os veredictos e os transmite aos tribunais. Para além disso, temos as torturas. Difundem-se cada vez mais as que são feitas com paus eléctricos que descarregam violentas descargas eléctricas no corpo das vítimas e que são utilizados muitas vezes para efectuar violências sexuais sobre as presas. Dezasseis anos depois dos acontecimentos da Praça de Tiananmen, a Amnistia Internacional volta a pedir justiça para quem perdeu a vida naquele massacre, para quem ainda se encontra preso desde aquela altura. O governo chinês chama os pedidos de «ultrapassados e antiquados»

Libero, 4 de Junho de 2005






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