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CHINA À venda órgãos dos condenados à morte Será por isso que é tão «fácil» ser condenado à morte na China? As autoridades chinesas extraem os órgãos das pessoas que condenaram à morte e vendem-nos oficialmente… Este mercado de órgãos humanos é «alimentado» cada ano com 10.000 condenações à morte… 1. China: à venda órgãos dos condenados a morte 2. Amnistia Internacional denuncia: 10.000 execuções por ano na China 1. China: à venda órgãos dos condenados à morte A China tornou-se a meta preferida dos cidadãos israelitas que
precisam de transplantes de órgãos – afirma o diário
Maariv. De facto, as autoridades chinesas vendem os órgãos
de pessoas condenadas à morte, sendo o custo dos transplantes
cerca de 30% mais baixo que na Bulgária, Colômbia, Rússia
e África do Sul.
A Amnistia Internacional que acabou de publicar um “Briefing”
[Relatório] sobre a violação dos direitos humanos
na China «De Tiananmen até hoje», que saiu na véspera
do 16º aniversário do massacre de 3 e 4 de Junho. Segundo
a Amnistia Internacional são mais de 30.000 os empregados de
Pequim encarregados, cada dia, de controlar e censurar os sites de internet
com temas políticos. Esta actividade encontra apoio de algumas
multinacionais estrangeiras que, para conseguir grandes negócios
com o gigante chinês, colaboram com ele na actividade de espionagem
informática. E é precisamente sobre esta espécie
de conivência da Comunidade Internacional, que Paolo Pobbiati,
Presidente da secção italiana da Amnistia Internacional,
aponta o dedo: «perante uma repressão feita através
de condenações a longas penas de prisão, perante
um uso difundido da tortura e da pena capital, vira-se a cabeça
para o outro lado». «A escolha internacional de segredar
o problema dos Direitos Humanos aos ouvidos chineses demonstrou todos
os seus limites» - acusa Pobbiati. E mais ainda, pois os números
mostram rios de sangue: 800 mil pessoas presas só no ano passado
por causa de «actividades contra a segurança do Estado»,
«10.000 condenações à morte executadas anualmente».
Foram ab-rogados do Código Penal os «crimes contra-revolucionários»,
mas permanecem em vigor os «crimes contra a unidade da Mãe-Pátria»
ou a «difusão dos segredos de Estado», crimes tão
indefinidos e tão abrangentes de um sistema judicial, que qualquer
pessoa pode acabar por ser presa nas suas malhas, como por exemplo os
jornalistas ou os activistas que se ocupam da epidemia da SIDA (os dados
da doença são «segredo de Estado»). Libero, 4 de Junho de 2005 |
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